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Lesões abalam as convicções de Ancelotti antes do Mundial

Lesões abalam as convicções de Ancelotti antes do Mundial

O maior desafio surge nas laterais do campo. Ancelotti realizou cinco convocações desde que assumiu a liderança da seleção brasileira, em maio do ano passado, e orientou a equipa em oito encontros. No flanco direito, Vanderson (duas vezes como titular), Wesley (2 jogos), Vitinho (2), Militão e Paulo Henrique (1) foram os que iniciaram as partidas da seleção, entre eliminatórias e jogos amigáveis. Vitinho e Paulo Henrique foram chamados duas vezes, mas não integram a lista actual para os duelos com França, na quinta-feira (26), às 17h, e Croácia, na terça-feira (31), às 21h. 

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Wesley agrada a Ancelotti, embora isso se aplique melhor contra adversários mais acessíveis, já que o treinador vê o actual defesa da Roma como muito propenso ao ataque. A capacidade de actuar em ambos os lados do terreno atribui-lhe o estatuto de um dos jokers da defesa brasileira, ideal para o banco de suplentes. “Não tenho qualquer inconveniente em alinhar defesas centrais como laterais. Quando se dispõe de extremos ofensivos, o lateral nem sempre precisa de subir”, afirma frequentemente Carletto.

Como o Mundial é para quem está em forma, tal como o treinador italiano costuma sublinhar, resta aguardar se a paciência de Ancelotti com os pilares da equipa será maior, contrastando com a escassa que demonstra para com Neymar, por exemplo. Militão não joga desde dezembro e só regressará em Abril. Vanderson encontra-se praticamente afastado do Mundial, uma vez que terá de ser submetido a uma cirurgia nos próximos dias.

Se Bremer for incluído nesta paragem internacional e se sair bem, especialmente no lado esquerdo, o seu nome adquirirá relevo por ser um defesa central que também pode jogar na lateral, ao passo que Gabriel Magalhães, um dos favoritos da equipa técnica, foi recentemente afastado. “As maiores lacunas da selecção brasileira situam-se nas laterais”, tem vindo a afirmar Ancelotti. Ainda no esquerdo, os titulares até ao momento foram Alex Sandro (3 jogos), Douglas Santos (2), Caio Henrique (2) e Carlos Augusto (1).

O actual defesa do Flamengo, Alex Sandro, foi cortado recentemente por lesão. O prazo de recuperação permanece incerto. Douglas Santos (Zenit) parte em vantagem para os jogos nos Estados Unidos com a selecção nesta paragem internacional. Caio Henrique, lesionado, ainda não tem data prevista para o regresso. Já Carlos Augusto, convocado por duas ocasiões, não foi seleccionado desta vez.

Tal como Bremer, Ibañez, que joga no Al-Ahli e é convocado pela primeira vez por Ancelotti, também pode ascender ao papel de joker por já ter experiência na lateral. Entre períodos de altos e baixos, com disponibilidade física e já testados por Ancelotti, sobram apenas Wesley e Douglas Santos. O defesa Danilo, do Flamengo, que nunca foi titular sob Ancelotti, regressa à corrida por um lugar. Trata-se de outro elemento capaz de assumir funções duplas na linha defensiva.

No meio-campo, urge um plano reserva

Ninguém questiona que o duo titular do meio-campo da selecção brasileira, e os mais nostálgicos lamentarão a ausência de um número 10 tradicional ou de elementos que controlem o ritmo do jogo, é composto por Casemiro e Bruno Guimarães. O que Ancelotti talvez não antecipasse era a necessidade de definir tanto um plano principal como um reserva às portas do Mundial. O médio do Newcastle está lesionado, e os relatórios médicos mais recentes apontam para um retorno em Abril. Mas será que, em Junho, estará no auge da forma?

Nos oito jogos da era Ancelotti, o duo só falhou uma partida. A alteração tática deu-se na altitude da Bolívia, nas eliminatórias, quando a equipa actuou com três meios-campistas: Paquetá (que nem foi convocado agora), Andrey Santos e Bruno Guimarães. O jogador do Chelsea, que também se encontra nos Estados Unidos, representa a aposta de Ancelotti para substituir de imediato tanto Guimarães como Casemiro. Mas quem ocuparia o outro lugar de reserva ao lado de Andrey?

É por isso que, nesta paragem internacional, o treinador incluiu três novidades no meio-campo: Gabriel Sara, que nunca fora convocado; Danilo (Botafogo), que volta a ser recordado; e Fabinho, que já fora chamado uma vez por Carletto, mas nunca actuou como titular.

Pelo menos no ataque, mesmo sem um dos titulares disponíveis, Estêvão estava ausente desde 13 de Fevereiro e só jogou 20 minutos na última partida do Chelsea, a selecção dispõe de vários jogadores em excelente momento. Os titulares para o Mundial deverão ser Raphinha, Matheus Cunha e Vini Jr.

Se o ex-avançado do Palmeiras não recuperar 100% da condição física em até dois meses, há um posto em aberto. Por esse motivo, os jogos amigáveis contra equipas europeias prometem ser cruciais para atletas como Igor Thiago (Brentford) e Rayan (Bournemouth), que poderão estrear pela Selecção.