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Três anos após: o progresso de Yamal versus os primeiros passos de Messi no Barcelona

Três anos após: o progresso de Yamal versus os primeiros passos de Messi no Barcelona

Quarta-feira marcou o aniversário de três anos desde 29 de abril de 2023, ocasião em que vários adeptos do Barcelona, presentes no estádio ou assistindo pela televisão, presenciaram um episódio transformador para o emblema, que se encontrava desorientado após a partida de Lionel Messi.

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Xavi Hernández, num jogo tranquilo da LaLiga frente ao Betis, no Camp Nou, com o Barcelona a vencer por 3 a 0, optou por lançar em campo, aos 37 minutos da segunda parte, um miúdo com apenas 15 anos, 9 meses e 16 dias, no lugar de Gavi.

Esse miúdo, com a camisa número 41 e que se tornou no jogador mais jovem a debutar pelo Barcelona na história da LaLiga, experimentou uma subida fulgurante que o elevou à posição de principal estrela de uma formação que abandonou duas épocas seguidas na Europa League para regressar ao estatuto de uma das equipas mais respeitadas da Europa.

Lamine Yamal tem só 18 anos, mas pela tenra idade na estreia e pela sua relevância e regularidade como titular, pode afirmar-se que se trata de um atleta que dispensa acumular experiência, inclusive nos cenários de maior prestígio.

A importância da sua participação nas partidas da equipa, algo notório também na seleção, levou diversos a vê-lo como um dos melhores jogadores globais, originando paralelos com o próprio Messi.

Com efeito, apesar de o extremo espanhol ter estreado um ano mais cedo do que Messi, cuja primeira exibição oficial pelo Barcelona ocorreu a 16 de outubro de 2004, fora de portas contra o Espanyol, já ultrapassou amplamente a produção atacante do argentino nos seus iniciais três anos no clube.

Um protagonismo superior logo no arranque

Em virtude da instabilidade económica do clube por ocasião da estreia de Yamal, o jovem extremo surgiu como uma excelente perspectiva para uma equipa necessitada de figuras de proa, sem recursos para as recrutar nas épocas subsequentes. Tal cenário diferia bastante do vivido por Messi, que partilhava o plantel com nomes consagrados como Ronaldinho Gaúcho, Samuel Eto'o e Deco.

Essa disparidade evidente nos contributos iniciais, aliada a um calendário repleto, manifesta-se no número de encontros realizados nos três primeiros anos pelos catalães: o extremo espanhol acumula já 151 jogos oficiais, próximo do dobro dos 78 de Messi.

Com 110 triunfos, Yamal regista um rendimento de 72,85%, um pouco acima do obtido pelo argentino nesse lapso, 55 vitórias (70,51%). Acrescenta 17 empates e 24 desaires, ao passo que Messi contava com 11 empates e 12 derrotas nesses jogos iniciais.

Nesse período, o jovem de Rocafonda, zona suburbana da Catalunha, na Espanha, facturou mais golos (49) do que um jovem Messi (34), ainda que com uma média inferior por jogo: 0,32 face a 0,44 do argentino.

O aspeto mais surpreendente, face ao vasto registo de assistências que Messi reuniu na sua carreira, reside no facto de Yamal ter também ultrapassado o argentino nesse aspeto nos três primeiros anos: totaliza 44 assistências até ao momento, com uma média de 0,29 por partida, contra meras 9 de Messi no mesmo intervalo (0,12 por jogo).

No que toca a troféus, esses iniciais três anos do extremo espanhol revelam-se também mais profícuos no aspeto coletivo, com dois emblemas extra em relação ao jovem Messi.

Até agora, Yamal ergueu dois campeonatos de LaLiga, com mais um ao alcance, uma Taça do Rei e duas Supercopas de Espanha. Por seu turno, Messi obteve apenas três distinções nos seus primeiros três anos pelo Barça, mas entre elas figura o mais ambicionado: a Champions League de 2005/06, para além de dois campeonatos de LaLiga.

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