Mundial-2026: Itália, quatro vezes campeã mundial, volta a falhar o apuramento, a par de muitas outras seleções de renome
O Mundial-2026 segue no Flashscore
À semelhança do que sucedeu nas eliminatórias para as edições de 2018 e 2022, quando foram afastados pela Suécia e pela Macedónia do Norte, os italianos voltaram a ser derrotados no play-off de qualificação europeia, desta feita frente à Bósnia-Herzegovina, tornando-se a única seleção campeã do mundo ausente da fase final.
Vencedora do Mundial em 1934, 1938, 1982 e 2006, a squadra azzurra, cujo selecionador Gennaro Gattuso se demitiu após o insucesso no apuramento, falha novamente a presença na fase final, não obstante contar com nomes como o guarda-redes Donnarumma, os defesas Calafiori e Bastoni (expulso no jogo decisivo), os médios Barella e Tonali, e os avançados Kean e Retegui.
Outra seleção que tombou no play-off foi a Dinamarca, presente nas duas últimas edições, ao ser eliminada pela República Checa, afastando da principal prova de seleções figuras como Hjulmand (Sporting), Alexander Bah (Benfica) e Froholdt (FC Porto).
Destino idêntico teve a Polónia, de Robert Lewandowski (Barcelona) e dos portistas Bednarek, Kiwior e Pietuszewski, que também marcara presença em 2018 e 2022, mas foi eliminada no play-off pela Suécia, com o golo decisivo da autoria do ex-sportinguista Viktor Gyökeres.
A Ucrânia, com os benfiquistas Trubin e Sudakov, caiu nas meias-finais do play-off europeu diante dos suecos e continua a contar apenas com uma presença em fases finais, há vinte anos. Os ucranianos jogaram todos os encontros fora do seu território devido à invasão militar russa desde 2022, o que levou a que os russos fossem impedidos de participar nas fases de qualificação.
A Sérvia, capitaneada pelo avançado Aleksandar Mitrovic (Al Rayyan) e que esteve nas duas últimas fases finais, nem sequer chegou ao play-off, sendo eliminada logo na fase de grupos.
No que toca à Hungria, vice-campeã mundial em 1938 e 1954, volta a falhar o regresso ao principal palco, depois da última participação no México, em 1986.
Os húngaros, comandados pelo médio Szoboszlai (Liverpool), terminaram o Grupo F, vencido por Portugal, no terceiro posto, ao perderem em casa na derradeira jornada para a República da Irlanda, perdendo assim a vaga de play-off.
Na qualificação africana também se registaram algumas surpresas, como a ausência dos Camarões, do antigo avançado do FC Porto Aboubakar e de Mbeumo, do Manchester United, que não se apuraram, ao contrário do que acontecera em 2022.
Já a Nigéria falha a fase final pela segunda vez consecutiva, afastando do Mundial-2026 os avançados Osimhen (Galatasaray) e Ademola Lookman (Atlético de Madrid), bem como o médio Iwobi, que atua no Fulham, treinado pelo português Marco Silva.
No apuramento da Confederação da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF), a principal surpresa é a ausência da Costa Rica, que estivera presente em cinco das últimas seis edições, incluindo as três mais recentes.
Na América do Sul, o Chile também falhou o apuramento, o que acontece pela terceira vez consecutiva.
Muitos outros nomes de destaque no futebol mundial irão também assistir à prova, que decorre entre a próxima quinta-feira e 19 de julho, no sofá, como os eslovenos Oblak e Sesko, o georgiano Khvicha Kvaratshkelia ou o galês Harry Wilson, apesar do inédito alargamento para 48 seleções.