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Vasco embala e Renato Gaúcho vive um dos melhores inícios da carreira

Vasco embala e Renato Gaúcho vive um dos melhores inícios da carreira

A análise varia conforme a perspectiva e existem várias. No Vasco Renato jogou apenas partidas do Brasileirão até o momento. São cinco jornadas. Para uma avaliação equilibrada vamos focar nesse âmbito.

O Vasco ganhou três encontros e igualou dois até agora. Em relação aos pontos obtidos 11 é a segunda melhor partida inicial de Renato na elite nacional e a terceira incluindo a Série B.

Em 2021 ao começar no Flamengo Renato registou não apenas o melhor arranque em pontos corridos com 12 pontos nas cinco primeiras jornadas 4V/1D como também o melhor início geral somando todas as provas. O Rubro-Negro triunfou nos seis primeiros jogos com ele ao leme.

Em 2010 a dirigir o Bahia ele totalizou 13 pontos 4V/1E nas cinco primeiras mas isso foi na Série B. Interessante é que perdeu os três seguintes. Para além disso a sua estada em Salvador foi breve após 13 jornadas recebeu proposta para treinar o Grêmio na elite. Nessa altura teve um começo mais discreto com duas vitórias um empate e duas derrotas totalizando sete pontos.

Ainda que não seja o melhor começo em pontuação é a primeira ocasião na carreira do técnico em que evita derrotas nos cinco primeiros jogos de um cargo na Primeira Divisão em pontos corridos. Excepto pela passagem no Bahia na Série B em todos os outros mandatos houve pelo menos uma perda nas jornadas iniciais.

Convém notar que considerando todas as competições Renato teve um início superior no Fluminense em 2025. Manteve se invicto nos cinco primeiros com quatro vitórias e um empate. Essa contagem inclui no entanto um jogo da Sul-Americana frente ao modesto GV San José. Apenas no Brasileirão ele venceu três empatou um e perdeu para o Botafogo uma das derrotas mais pesadas da sua equipa durante a passagem.

Curiosamente Renato tem acumulado os melhores começos de trabalho nos anos recentes. Além dos três já citados Vasco 2026 Fluminense 2025 e Flamengo 2021 ele completa o top 4 com o arranque no Grêmio em 2016 10 pontos 3V/1E/1D. Aqui uma nota não incluímos o início no Grêmio em 2022 pois foi na Série B.

Em todos esses cargos Renato atingiu pelo menos 10 pontos ou 67% de aproveitamento. Nos começos anteriores de Brasileirão ele não excedera oito pontos e o aproveitamento só ultrapassou 50% com o Fluminense em 2007 quando alcançou essa marca.

Então o que Renato introduziu de novo para o aproveitamento ser tão elevado? Comparado ao que o Vasco mostrava antes nota se uma redução notável na média de posse de bola de 60,4% sem Renato para 43,1% com ele uma diminuição substancial na média de remates de 21,3 para 13,8 e uma queda mais ligeira nas remates certeiros de 6 para 5,2.

Aqui já se vê um elemento o conjunto seleciona melhor os remates. Apesar da descida no número de chutes certos a percentagem de remates precisos subiu de 28,2% para 38,7%.

Quem também progrediu foi a média de golos por jogo. Se nas primeiras jornadas era de 0,75 nas cinco últimas cresceu 193% e chegou a 2,2 golos por partida a mais elevada do campeonato no período ao lado do Fluminense. A conversão de remates certeiros em golo também aumentou de 13% para 42,3%.

A falar do Fluminense o adversário das Laranjeiras é o único conjunto com aproveitamento superior no período. Apesar da vitória do Vasco na 7ª jornada o Tricolor tem 81,5% em cinco jogos enquanto o Cruz-Maltino regista 73,3% dos pontos um desempenho similar ao de equipas na luta pelo título.

Uma das alterações principais reside na maneira de atacar. Segundo a Opta antes de Renato Gaúcho o Vasco registava média de 3 ataques construídos e 1,5 ataques rápidos por partida no Brasileirão. Já com o novo treinador excluindo o jogo com o Coritiba os ataques construídos diminuíram 1 por jogo enquanto os rápidos dobraram 3 por partida.

Com Renato os defesas laterais tornaram se protagonistas do ataque. Pelos dados da Opta dos 11 golos do Vasco sob o comando do treinador no campeonato sete tiveram assistência de um defesa lateral 64% incluindo os três mais recentes. Nesse âmbito são quatro passes para golo de Cuiabano dois de Paulo Henrique e um de Pumita Rodríguez.

Por mais que os laterais avancem mais o Vasco opta por menos cruzamentos. A média de bolas levantadas desceu de 31 para 16 por jogo. Nas duas últimas partidas frente a Grêmio e Coritiba foi de apenas 8 por encontro.

Ainda que haja evolução significativa no rendimento há espaço para aprimoramento. O maior problema do Vasco continua na defesa. Se já era fraco com Diniz sob Renato os indicadores tiveram leve agravamento.

O conjunto que concedia 1,5 golo por jogo nas quatro primeiras jornadas agora sofre 1,6 com o treinador. Se antes eram nove remates por partida dos oponentes agora são 12. Ademais a equipa ainda não completou um jogo sem sofrer golo são 17 partidas consecutivas de Brasileirão a ser vazada.

Os jogadores recebem em média 2,2 cartões amarelos por jogo um acréscimo face aos 1,75 por partida na era pré-Renato.

O desafio agora é sustentar este rendimento com o agravamento do calendário de jogos. Como a maioria das equipas no Brasil o Vasco jogará mais 17 partidas até à pausa para o Mundial no fim de maio. Apesar de ter um bom plantel o clube não possui um elenco tão vasto. Além disso Renato é conhecido por priorizar provas e poupar atletas com regularidade quando o calendário se complica.