Gattuso abandona cargo de seleccionador da Itália
A demissão de Gattuso simboliza o derrube total da estrutura directiva do futebol italiano. Na véspera, o presidente da FIGC, Gabriele Gravina, tinha já renunciado à sua posição, seguido pelo director de delegação e ídolo do país, Gianluigi Buffon, que igualmente deixou o cargo.
Numa declaração oficial, Gattuso expressou o seu pesar pelo fim da sua breve experiência:
"Com o coração pesado, por não ter alcançado o objetivo que nos propusemos, considero encerrado o meu tempo à frente da seleção. A camisa Azzurra é o bem mais precioso do futebol, por isso é correto facilitar as futuras avaliações técnicas com efeito imediato. Foi uma honra liderar a seleção com um grupo de rapazes que demonstrou empenho e lealdade à camisa."
Percurso de sucessos e revezes
Gattuso tomou posse em junho de 2024 com um contrato de um ano, em substituição de Luciano Spalletti, afastado após uma derrota por 3 a 0 perante a Noruega na primeira jornada das eliminatórias. Durante a sua gestão, a Itália somou cinco triunfos consecutivos, mas a vantagem no saldo de golos da Noruega, que inclusive venceu a Itália por 4 a 1 no San Siro, relegou os quatro vezes campeões do mundo a mais uma fase de apuramento.
O desastre na Bósnia
Depois de bater a Irlanda do Norte por 2 a 0 na meia final do playoff, a Itália parecia pronta para romper o jejum e regressar ao Mundial. Contudo, na final frente à Bósnia, tudo desmoronou. Apesar da vitória inicial por 1 a 0, a equipa de Gattuso viu um jogador expulso, sofreu o empate e acabou derrotada na série de penáltis.