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Florentino Luís: "Se fosse pela emoção ficava a carreira toda no Benfica"

Florentino Luís: "Se fosse pela emoção ficava a carreira toda no Benfica"

Numa conversa no podcast Final Cut da Sports Tailors, Florentino Luís admitiu que foi difícil abandonar o Benfica, o emblema que o viu crescer, e expressou o anseio de regressar a envergar a camisola das águias mais adiante.

"A escolha resultou de uma análise fria, pois do ponto de vista emocional eu permaneceria no Benfica por toda a minha trajetória profissional. Doeu e ainda dói pensar que era um clube de que eu gosto imenso, razão pela qual continuo a seguir vários jogos e o futebol nacional graças ao Benfica. Até a minha filha mais velha, de 4 anos, manifesta saudades do Benfica, logo é uma presença marcante para mim e para a família, e eu seria feliz em representá-lo novamente no futuro. Contudo, realizei um sonho ao rumar à Premier League, por isso agarrei esta chance, considerando que era o timing ideal e avancei", declarou Florentino Luís, que, agora no Championship inglês, mantém o acompanhamento atento dos assuntos do Benfica.

"Tenho visto alguns encontros e parece-me que o Benfica registou oscilações ao longo da temporada. Talvez em instantes chave, não necessariamente em duelos de peso, mas perderam valiosos pontos o que se reflete agora no fecho do campeonato. Tudo ainda está em aberto, ao observar o elenco do Benfica nota-se um elevado nível e creio que a coesão essencial surgirá com o passar do tempo. Leva algum período para colher frutos, olhando para o caso do Arsenal, que precisou de anos para unir os elementos e disputar o topo durante dois ou três anos seguidos. Desejo que o Benfica viva algo semelhante, construindo uma sólida fundação para reconquistar troféus", analisou o médio de 27 anos, cuja adaptação ao Burnley contou com um apoio valioso.

"Cheguei aqui no encerramento do mercado, creio que o acordo se concretizou a 30 de agosto, mas a primeira e única conversa que tive, num cenário de grande urgência, foi com Zeki Amdouni, já que ele partilhara o balneário comigo na época anterior e encontrava-se no Burnley. Ele já conhecia o ambiente do clube e vivia-o novamente, pelo que pensei que ninguém melhor para indagar sobre as circunstâncias. Ele encorajou-me a aceitar, afirmando que seria uma experiência enriquecedora, embora desafiadora para se afirmar na Premier League, uma batalha constante até ao fim, como tem sido até ver, e isso transmitiu-me a segurança para me juntar ao Burnley", recordou Florentino Luís.

No Benfica, Florentino Luís conquistou o título nacional sob a direção de Bruno Lage e Roger Schmidt.

"Foram fases distintas e, sem a confiança de Bruno Lage na altura, talvez eu não estivesse agora na Premier League, nem tivesse estreado pelo Benfica. Guardo sempre essa gratidão por ele, pois foi o técnico que me abriu as portas, algo complicado de conseguir, e reconheço o seu mérito no percurso no Benfica, tanto na primeira passagem em que recuperou terreno e sagrou-se campeão, como na segunda em que injetou nova vitalidade à equipa", confidenciou Florentino Luís, prosseguindo sobre Roger Schmidt.

"Schmidt representou um recomeço, uma oportunidade renovada, e recordo que, ao chegar ao Benfica, reuniu-se com os jogadores que pretendia contactar. Convocou-me ao gabinete para indagar sobre o meu estado, os anos recentes, e surpreendeu-me ao confiar em mim apesar de não ter tido as duas épocas emprestadas que ambicionava. Isso reflete o valor que atribuía ao meu futebol e, desde logo, mostrei o desejo absoluto de ficar no Benfica. Após dois anos afastado dos relvados encarnados, foi um treinador crucial e sou-lhe profundamente grato", confessou o médio, que, na mesma entrevista, reafirmou o sonho de representar a Seleção Nacional, mesmo com o apelo da federação angolana.

"Sinto-me honrado com as ligações a Angola, o país do meu nascimento. Sou angolano, mas também português. Optei por Portugal porque teve um peso maior na minha vida pessoal. Mudei-me para aqui com um ano, em plena Guerra Civil, os meus pais optaram pela emigração e toda a minha formação ocorreu em Portugal, com todas as oportunidades proporcionadas aqui. Cresci em pleno e seguro, assim tenho o dever de honrar Portugal. Quando chegar a vez, sentirei uma grande realização", encerrou.