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Mundial 2026: Observatório dos Direitos Humanos alerta para exclusão e medo

Mundial 2026: Observatório dos Direitos Humanos alerta para exclusão e medo

Numa conferência de imprensa organizada em conjunto com a entidade Desporto e Direitos e dirigida a profissionais da comunicação que acompanham a FIFA e o Mundial de 2026, a associação sem fins lucrativos partilhou diversas inquietações.

Dentre elas destacam-se a admissão nos Estados Unidos da América, o direito à expressão de protestos e a autonomia na divulgação de informação.

O HRW entende que as medidas de Donald Trump contra a imigração criam perigos de exclusão e insegurança num campeonato mundial, afectando não apenas os imigrantes como também os demais visitantes.

“Os adeptos, repórteres e restantes indivíduos que se desloquem para os Estados Unidos (…) enfrentam probabilidades de detenção, expulsão ou tratamento discriminatório, sob um enquadramento de direitos humanos influenciado pelas directrizes da governação Trump”, alertou Maja Liebing, responsável da Amnistia Internacional pela área americana.

O Observatório censurou igualmente a Federação Internacional de Futebol pela sua “reacção contida” e pela falta de peso nas negociações com as autoridades de Washington.

O líder da FIFA, Gianni Infantino, foi o único representante desportivo na cerimónia de investidura de Donald Trump e concedeu lhe um galardão da FIFA pela paz, inventado propositadamente para esse momento.

Nesta sessão de segunda feira, Andrea Florence, directora da Aliança Desporto e Direitos, reclamou à FIFA que “garanta que este Mundial honre e fomente os direitos humanos”.

Relativamente ao Mundial, agendado de 11 de junho a 19 de julho e pela primeira vez com um máximo de 48 nações, numerosos fãs mostram relutância em rumar aos Estados Unidos, principalmente por causa das operações do ICE, o serviço federal de controlo migratório.

Segundo o HRW, o executivo norte americano registou superior a 167000 apreensões em onze urbes dos Estados Unidos, contados desde a posse de Donald Trump no princípio de 2025 até ao arranque de 2026, num período de doze meses.

Os Estados Unidos aplicam restrições de entrada a nacionais do Irão, Haiti, Senegal e Costa do Marfim.

No torneio, Portugal figura entre as equipas inscritas, com os três encontros da ronda inaugural em território americano, frente à República Democrática do Congo a 17 de junho e ao Uzbequistão a 23 de junho, ambos em Houston, e perante a Colômbia a 27 de junho, em Miami Gardens, na Flórida.