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Liderança do Boavista contesta esforço para invalidar o seu período em funções

Liderança do Boavista contesta esforço para invalidar o seu período em funções

Conforme um pedido submetido ao Tribunal de Comércio de Vila Nova de Gaia, acessível pela agência Lusa, a equipa directiva chefiada por Rui Garrido Pereira declara prosseguir com as suas tarefas e trabalhar para assegurar a persistência do emblema, mesmo perante os obstáculos, intensificados por repetidas confusões processuais.

Após descrever o contexto de forte constrangimento financeiro e legal recebido em janeiro de 2025, data em que a actual administração assumiu e os dragões lidavam com três requerimentos de falência em curso, o grupo recordou as abordagens a mais de 30 possíveis financiadores, os diálogos com os credores principais e o desenvolvimento de planos de salvação, situação que deplora não ter avançado devido a elementos externos.

A directiva recusa novamente culpar a SAD do Boavista por violações contínuas, demoradas e sistemáticas do acordo com o clube, que detém 10% do capital da empresa, o qual originou dívidas superiores a nove milhões de euros (ME), para além de ausência de clareza e colaboração institucional.

Impotente para influenciar as deliberações da SAD, a directiva do clube refere ter perdido recursos próprios de receita e garante não ter obtido o retorno das obrigações estipuladas no acordo com a entidade dirigida pelo senegalês Fary Faye.

Os axadrezados desceram à Liga 2 em maio, findas 11 temporadas consecutivas no topo, porém a SAD ficou sem plantel principal no verão e foi penalizada administrativamente para o campeonato sénior da associação do Porto, onde ocupa o 18.º e derradeiro lugar, perto da despromoção a sete rondas do término.

O emblema sofreu com o derrube económico da entidade desportiva que gerenciava o futebol de alto nível, suportando ao longo dos anos os efeitos da inobservância dessa organização. Apesar dos empecilhos, a directiva jamais parou as tentativas de localizar uma via de sustentabilidade , assinalou, mencionando uma sugestão de diminuição provisória do acordo, de 145.000 para 35.000 euros por mês, recusada pela SAD.

No documento questionam-se também as formas do procedimento de insolvência do clube, cuja dissolução foi consentida em setembro de 2025, por causar danos ao património falido, com endividamento superior a 150 ME.

Na reunião de credores, contrariamente à posição da directiva, os credores impediram a apresentação e votação de um plano de salvação. Essa escolha gerou impactos directos na administração, transferindo-a por obrigação legal para a administradora da insolvência, com apoio da directiva , observou, sem detalhar o esquema de corte de 71% do montante total da dívida, via compra por investidores aliados do Boavista dos direitos dos três credores maiores.

O clube havia formado no verão uma formação sénior separada da SAD, afectada pela falta de bases financeiras durante o registo para os torneios nacionais e cujo privilegio de submeter um plano de salvação foi autorizado por maioria pelos credores, que aprovaram por consenso a manutenção das operações da empresa.

Registado na quarta e última categoria distrital, o Boavista renunciou à participação em outubro, sem qualquer jogo disputado em 2025/26, por partilhar as dívidas da SAD, que acumula sete restrições de registo de novos jogadores junto da FIFA e tem jogado com ex e actuais elementos da equipa de sub-19, inserida na II Divisão nacional desse nível.

Ficou deveras árduo captar novas entradas financeiras, vitais para sustentar as operações. Ademais, os contratos que o clube poderia firmar ficaram confinados a um limite máximo de um mês, o que impedia engajamentos de média ou longa duração. Ao mesmo tempo, espalhou-se abertamente a ideia de que o emblema rumaria ao fecho, levando diversos sócios a distanciar-se , admitiu.

Há três meses, a administradora de insolvência pediu ao tribunal o fim das actividades do clube, que chegara a entendimento com os credores para preservar as suas funções, sob a promessa de suprir o saldo negativo corrente da sua condução.

O Boavista não cumpriu em fevereiro o depósito na conta dos credores de 54.180 euros, relativos a custos mensais correntes, acrescidos de 96.000 euros, numa das parcelas aos credores, tendo o primeiro valor sido garantido com a actuação do accionista principal da SAD, o hispano-luxemburguês Gérard Lopez, que colocava como requisito o fim do auxílio da directiva.

Após um credor ter requerido a remoção da equipa de Rui Garrido Pereira, Maria Clarisse Barros assumiu a direcção das panteras, juntamente com outra figura, com o consentimento da comissão de credores.

É paradoxal que quem causou a inviabilidade de ressurgimento do emblema surja agora a divulgar dados e interferir na administração dos bens, com objectivos ignotos, mas indubitavelmente distorcidos face aos anseios dos sócios e à perpetuação da instituição secular , resumiu, criticando a marginalização da directiva do Boavista em encontros cruciais.