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MLS planeia aproveitar o Mundial de 2026 para expandir a fama a nível mundial

MLS planeia aproveitar o Mundial de 2026 para expandir a fama a nível mundial

A MLS surgiu em meados dos anos 90 como requisito para os Estados Unidos acolherem o Mundial de 1994, num período em que os líderes do futebol internacional ansiavam por lançar uma liga de elite no maior mercado consumidor do planeta.

Desde essa época, o futebol tem crescido de forma impressionante nos Estados Unidos, superando em popularidade desportos clássicos como o basebol, de acordo com vários indicadores. A Major League Soccer registou 12 milhões de espectadores nos estádios no ano transacto, posicionando-se logo a seguir à Premier League inglesa.

Figuras proeminentes como Lionel Messi, Son Heung-min e, recentemente, Antoine Griezmann integraram a liga, coincidindo com o desenvolvimento de estádios modernos e exclusivos para o futebol pelos clubes da MLS.

Embora o número de fãs domésticos tenha aumentado, os dirigentes agora ambicionam rivalizar com os gigantes europeus, visando atrair apoiantes em diversos pontos do globo.

"Desejo torcedores do Atlanta United em Londres, na Alemanha," declarou Victor Montagliani, presidente da CONCACAF, a entidade que gere o futebol na América do Norte, Central e Caraíbas.

O comissário da MLS, Don Garber, confidenciou à AFP que o porvir da liga "envolve ampliar a base de fãs e os negócios para além dos Estados Unidos e do Canadá."

"Estamos a competir no desporto mundial e, até ao momento, fomos principalmente uma liga local," referiu, durante a conferência Business of Soccer em Atlanta.

Obstáculo do limite salarial

Emular equipas como o Real Madrid e o Manchester United revela-se praticamente inviável. Esses clubes beneficiam de décadas de história, com o apoio passado de pais para filhos e difundido globalmente. As ligas europeias não impõem tetos salariais, o que lhes possibilita recrutar os melhores atletas do mundo.

A MLS autoriza cada clube a exceder esses limites com jogadores "designados", mas a maior parte da equipa aufere remunerações controladas. A própria liga por vezes intervém para assegurar estrelas globais como David Beckham e Messi, sete vezes vencedor da Bola de Ouro.

Em 2007, Beckham pôde adquirir uma franquia da MLS por um preço simbólico, ao passo que em 2023 Messi obteve garantias de partilhas excecionais de receitas com entidades como a Apple.

Todavia, Garber assinalou esta semana que essa era terminou, descartando ofertas extravagantes para Mohamed Salah, que recentemente anunciou a saída do Liverpool.

"Não creio que a liga deva envolver-se em tais negociações no futuro. Existiu um tempo em que precisávamos de persuadir os atletas a juntarem-se, mas isso deixou de ser o caso," disse Garber, expressando desejo de ver o atacante egípcio na MLS.

Em alternativa, a liga investe em outras estratégias para cativar estrelas estrangeiras, como a transição para um calendário de primavera a verão a partir do próximo ano. Essa mudança facilitará contratações internacionais na pausa estival e prevenirá choques com compromissos internacionais.

"Trata-se de apenas um elemento do conjunto. Para nos destacarmos no cenário global, devemos adotar o mesmo calendário do resto do mundo, ainda que nos represente um desafio maior," observou Garber.

Entusiasmo pelo Mundial

Outro elemento essencial é o Mundial de 2026, agendado para este verão nos Estados Unidos, Canadá e México.

A MLS prepara uma campanha promocional intensa para incentivar os fãs que comparecerem aos jogos do torneio a prosseguirem o acompanhamento da liga local após o evento. Os líderes confiam que os atletas visitantes ficarão admirados com as instalações modernas de que muitas equipas da MLS já dispõem.

"Já acolhemos seleções do top 10 que usaram os nossos centros de treino e escutámos jogadores dessas equipas comentarem 'isto supera o centro de treino do meu clube'. Isto demonstra efetivamente a qualidade da infraestrutura futebolística já presente no país", sublinhou Brian Bilello, presidente do New England Revolution.