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Projeto 2030: As promessas italianas para o amanhã

Projeto 2030: As promessas italianas para o amanhã

Um dos que mais batalhou e menos merecia sair foi Marco Palestra. Ele entrou no segundo tempo com a Itália jogando com apenas dez homens, o ponta direito do Cagliari mas que pertence à Atalanta, e se dedicou correndo como um experiente. Foi o único que realmente preocupou os adversários dos Bálcãs com uma de suas corridas velozes, que podem levá lo à fama em breve. Ao lado dele em Zénica, Pio Esposito, um garoto de 2005 em quem a seleção precisará se basear para se recuperar.

Também nascido em 2005, igual aos dois mencionados antes, Davide Bartesaghi ainda não jogou oficialmente pela equipe principal, mas sua rapidez é como a de um caçador veloz. Já se sobressaiu no campeonato pelo AC Milan e está preparado para correr pela ponta esquerda dos azzurri, onde Federico Dimarco enfrenta problemas e não há opções agora que Leonardo Spinazzola vai se aposentar em breve.

A ambição de dominar o mundo desses jovens de 20 anos deve inspirar todo o processo de renovação italiana. E é graças ao seu vigor intenso que a Itália do porvir terá de ganhar velocidade logo nas primeiras partidas da Liga das Nações em setembro. O entusiasmo nas laterais ajudará a soltar a força do meio campo, que precisa começar no coração do gramado.

Em uma área crucial onde, em Zénica e em outros jogos, Locatelli e Barella revelaram fraquezas, e só Tonali se manteve firme, faz se necessário ideias frescas e substituições. Além de Fagioli, que com 25 anos pode ganhar uma chance logo, não se pode ignorar Luca Lipani, outro de 2005 que, no Sassuolo, está ascendendo nas escolhas de um meio campo onde aprende com um expert como Nemanja Matic.

Após balançar as redes nas duas últimas vitórias por 4-0 da seleção sub-21, o meio campista dos neroverdi possui o talento para agilizar a troca de bola e também se envolver no ataque com suas infiltrações na área. Porém, se o objetivo é alguém que crie ameaças do improviso, Samuele Inacio carrega na veia e nas pernas o brilho e a surpresa que faltam na Itália há tempos. Filho do ex jogador da Atalanta e do Napoli Inacio Pià, o rapaz de 18 anos, agora no Borussia Dortmund, chega de uma atuação impressionante pela seleção sub-19.

O gol que colocou os azzurri na frente no empate de 1-1 contra a Turquia foi um exemplo de elegância, invenção e rapidez na finalização. Uma evidência de sua habilidade natural para achar brechas na zona final do campo, onde o espaço é mínimo e só vence quem tem muita criatividade. No caso dele, a origem brasileira lhe dá uma fluidez innata, que o permite se destacar na arte cada vez mais escassa de driblar o marcador direto. E de espantar a todos.

Colega de Inacio na região do Ruhr, Luca Reggiani já foi escalado várias vezes pelos amarelos e pretos, e a ida para a sub-21 pode ser um avanço lógico. Ele vem para fortalecer uma zaga onde atualmente brilha o capitão, Fabio Chiarodia, nascido na Alemanha mas com raízes italianas, que acumula cada vez mais minutos no Borussia Monchengladbach.

No time de Silvio Baldini, estreou recentemente Honest Ahanor, um jovem de 2008 cujo único obstáculo será seu gênio forte, mas que, fisicamente e tecnicamente, já parece completo. Como zagueiro canhoto em uma linha de três ou como lateral em uma de quatro, o atleta da Atalanta tomará o posto de Bartesaghi e pode ser essencial para o futuro.

A terceira exclusão seguida na Copa do Mundo pode, de forma inesperada, ser o motivo para recomeçar de fato do início. Com mais ousadia e determinação. E, principalmente, investindo em jovens animados que podem ser moldados a uma visão de futebol mais ofensiva e menos cautelosa. Porque existem algumas bases vivas e fortes para reviver o esporte. Falta descobrir quem as nutrirá.