Sem dúvida o Irã participará da Copa do Mundo afirma líder da FIFA
"O Irã estará presente, isso é certo", no campeonato que acontecerá nos Estados Unidos, México e Canadá, declarou Infantino num encontro promovido pela emissora CNBC em Washington.
"Desejamos que, nessa altura (o arranque da Copa, a 11 de junho), o contexto seja de paz, o que seria de grande ajuda", esclareceu o responsável. "Mas o Irã precisa vir, representa a sua nação, qualificou-se e os atletas desejam competir", sublinhou o italiano.
A presença do Irã no Mundial tinha sido questionada por causa do conflito com os Estados Unidos e Israel, iniciado a 28 de fevereiro.
Contudo, Infantino já tinha garantido a inclusão da "Team Melli" na Copa do Mundo, apesar de o presidente norte-americano Donald Trump, com quem o director da FIFA surge frequentemente, ter insinuado, em dada ocasião, que os futebolistas iranianos poderiam não estar "seguros" nos Estados Unidos.
A Copa do Mundo de 2026, a primeira com 48 equipas, decorrerá de 11 de junho a 19 de julho.
"Fora da política"
Logo no princípio do conflito no Médio Oriente, o Irã mencionou um possível "boicote" ao Mundial, antes de solicitar à FIFA a transferência dos seus jogos dos Estados Unidos para o México, um pedido recusado pela federação internacional de futebol.
O Irã integra o Grupo G do campeonato, onde defrontará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, e o Egito em Seattle.
Veja todos os grupos da Copa
Depois de várias semanas de ataques aéreos ao Irã e contra-ataques iranianos a Israel e nações vizinhas, uma trégua instável de duas semanas começou a 8 de abril.
Mas Teerã bloqueou o vital Estreito de Ormuz e, desde segunda-feira, Washington aplica um cerco a navios oriundos de portos iranianos ou com destino a eles.
"O desporto deve ficar separado da política", afirmou Infantino esta quarta-feira.
"Claro, não vivemos na Lua. Estamos no planeta Terra. Mas se mais ninguém acreditar em erguer pontes, e mantê-las firmes e unidas, seremos nós a assumir essa tarefa", complementou.
Ele também opinou que a maior Copa do Mundo de sempre (em três nações e com 48 seleções) será "um êxito" se demonstrar "bem-sucedida em termos de segurança, ou seja, sem percalços, e em termos futebolísticos, com partidas de qualidade e um futebol vibrante".