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Análise do grupo do Palmeiras na Taça Libertadores: Verdão defronta rivais habituais

Análise do grupo do Palmeiras na Taça Libertadores: Verdão defronta rivais habituais

O primeiro oponente do Palmeiras surge após uma prestação razoável no Campeonato Colombiano. O Junior surge na 5ª posição, com 25 pontos em 15 partidas. O equilíbrio entre sector defensivo e ofensivo reflete-se no saldo de golos: 21 marcados e 20 consentidos.

Veja a tabela integral da Libertadores

Um aspeto que pode influenciar, pelo menos nesta etapa de grupos, é a bagagem na Libertadores. Desde 1971, altura da estreia no torneio, esta será a 19ª presença do emblema, agora orientado pelo experimentado uruguaio Alfredo Arias, vencedor do título colombiano com o Junior na época transacta.

Outro ponto importante, a intensidade dos adeptos, que enchem habitualmente os quase 50 mil lugares do Estádio Metropolitano de Barranquilla, ausentará-se na partida inaugural dos colombianos. O recinto está em obras e o encontro com o Palmeiras realizar-se-á em Cartagena, na costa caribenha colombiana. Diminui a pressão, mas o ambiente mais húmido e quente poderá interferir.

O colombiano Luis Muriel, com 34 anos, é o capitão da artilharia da formação no campeonato interno, com sete golos. O avançado regressou há pouco ao seu país após uma carreira maioritariamente fora. Passou duas épocas no Orlando City, para além de estadias em equipas europeias como Atalanta (2019–2024) e Sevilla (2017–2019).

Na Libertadores, o Palmeiras já se cruzou com o Junior em quatro ocasiões e venceu todas elas, entre 2018 e 2019. No entanto, em nenhuma dessas épocas o conjunto paulista alcançou a final.

Histórico favorável perante os peruanos

Quanto ao Sporting Cristal, regista três desaires e uma vitória em quatro embates com o Palmeiras na Libertadores, incluindo dois na época passada.

Na edição de 2026, o conjunto de Lima teve de superar duas rondas preliminares e passou nos penáltis em ambas, ante o Carabobo, da Venezuela, e o 2 de Mayo, do Paraguai.

O veterano Yoshimar Yotún, de 36 anos, com experiência no Vasco em 2013, destacou-se nas rondas iniciais, com dois golos. Os brasileiros Felipe Vizeu, Cristiano e Gustavo Cazonatti têm sido titulares na equipa dirigida pelo também brasileiro Zé Ricardo que será o único treinador nascido no Brasil no Grupo F.

No Campeonato Peruano, todavia, no arranque da fase de grupos da Libertadores, o percurso é modesto: o clube figura na 9ª posição entre 18 formações.

Herança paraguaia

O Cerro Porteño, com o notável registo de 47 participações na Libertadores incluindo a de 2026, fecha o Grupo F. Será o terceiro adversário do Verdão, com jogo no Paraguai na terceira jornada e reencontro em São Paulo na sexta e derradeira partida da fase de grupos.

O histórico clube de Assunção ocupa a 2ª posição no Campeonato Paraguaio, com 32 pontos em 15 jogos, quatro atrás do Olimpia. Na sua quarta temporada ao serviço do emblema azul e grená, Cecilio Domínguez, de 31 anos, é o capitão da artilharia da equipa.

No comando técnico, o experiente Ariel Holan que orientou o Santos em 2021 terá a tarefa de reposicionar o clube entre os principais do continente. Apesar da herança, o Cerro Porteño nunca ergueu a Libertadores. As suas melhores prestações foram seis quartos lugares, em 1973, 1978, 1993, 1998, 1999 e 2011.

Nos últimos 10 duelos entre Palmeiras e Cerro Porteño, contam-se sete triunfos do conjunto brasileiro, dois dos paraguaios e um empate. A perspetiva, apesar do calendário exigente para os pupilos de Abel Ferreira, aponta para que o Palmeiras ultrapasse a fase de grupos sem maiores obstáculos.