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Zebras a desaparecer: A Taça do Brasil torna-se progressivamente mais exclusiva para a elite

Zebras a desaparecer: A Taça do Brasil torna-se progressivamente mais exclusiva para a elite

A primeira afirmação mantém-se válida. O torneio iniciou esta época com um número inédito de 126 equipas inscritas, o que alarga o acesso. O desafio reside no facto de, para essas formações, progredir se tornar cada vez mais complicado.

Veja a tabela integral da Taça do Brasil

Este ano, a CBF introduziu alterações significativas no regulamento, as mais relevantes desde 2013, quando os clubes que competem na Libertadores começaram a participar também no mata-mata nacional.

Até 2025, as equipas da 1ª divisão que não acediam à Libertadores entravam na Taça do Brasil a partir da primeira eliminatória, criando oportunidades para surpresas notáveis e relatos inesquecíveis. Há dois anos, por exemplo, os adeptos do Sousa (PB) celebraram uma qualificação lendária frente ao Cruzeiro ainda na ronda inicial.

Agora, 106 formações competem nas quatro primeiras rondas e, desse processo seletivo, só 12 avançam à 5ª fase, ponto em que se juntam os 20 clubes de topo do futebol brasileiro. A perspetiva aponta para um percurso ainda mais árduo para potenciais zebras, algo que se tornou infrequente desde 2013, conforme evidenciam os dados.

Zebras cada vez menos comuns

O Flashscore realizou uma análise para determinar quantas equipas fora da Série A do Brasileirão progrediram longe na Taça do Brasil entre 2013 e 2025, comparando com o período anterior à alteração do formato, de 2000 a 2012.

De 2013 em diante, os oitavos de final passaram a ser a segunda ronda para os participantes da Libertadores. Nos 12 anos antes da mudança, 72 equipas de divisões inferiores atingiram essa etapa. Desde então, o total desceu quase para metade: somente 44 clubes não pertencentes à Série A chegaram aos oitavos. Desses, 28 competiam na Série B durante a Taça do Brasil, e 16 atuavam em outras divisões ou sem campeonato nacional.

Nas meias finais, o número de participantes fora da elite nos últimos 12 anos reduz-se a seis, uma descida acentuada face aos 23 do modelo anterior. Destas seis zebras, apenas uma estava abaixo da Série B: o Juventude de 2016, que jogava na Série C. Já entre 2000 e 2012, cinco equipas da Série C e mais três sem divisão alcançaram essa fase.

De 2013 a 2025, só uma formação de divisões inferiores chegou às meias finais: o América-MG, em 2020. Na altura, a equipa disputava a Série B e afastou o Inter nos penáltis, nas meias finais. Nas semifinais, defrontou o Palmeiras e foi eliminada por 3 a 1 no computo global. Desde que os clubes da Libertadores entraram na Taça do Brasil, apenas equipas da Série A acederam à final do campeonato.

As equipas que marcaram época

Nos 12 anos prévios, 10 formações de divisões inferiores atingiram as meias finais, quatro avançaram à final e duas sagrou-se campeãs. Em 2004, o Santo André entrou para a história ao vencer o Flamengo na final e, no ano seguinte, o Paulista de Jundiaí repetiu o triunfo ao bater o Fluminense. Ambas juntam-se ao Criciúma, que em 1991 superou o Grêmio na decisão, como as únicas equipas da Série B a conquistar o torneio.

O Corinthians teve, em 2008, a oportunidade de se unir a elas. Despromovido em 2007, o Timão competia na Série B quando foi derrotado pelo Sport na final da Taça do Brasil desse ano. O emblema do Parque São Jorge também impediu, em 2002, que o Brasiliense, então na Série C, se tornasse campeão, ao vencer a formação da capital na decisão. O Jacaré permanece como o único clube da Série C (ou inferior) a chegar à final.

Na atual quinta ronda, apenas uma equipa de divisão inferior assegura lugar nos oitavos: o vencedor do embate entre Fortaleza e CRB. Os restantes 10 foram sorteados para jogos contra formações da Série A. Mais uma vez, configura-se um panorama exigente para os clubes com menor investimento.