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Mundial 2026: Quais os possíveis substitutos para Estêvão na seleção brasileira?

Mundial 2026: Quais os possíveis substitutos para Estêvão na seleção brasileira?

A lesão severa de Estêvão, a escassos dois meses do arranque do Mundial, traz nova inquietação ao treinador Carlo Ancelotti. O técnico italiano já contava com a ausência de Rodrygo por motivo de lesão e agora arrisca perder mais um elemento essencial no ataque da Canarinha.

Desde o início da gestão Ancelotti, a meio do ano transacto, Estêvão tem sido o artilheiro principal do Brasil. Em sete partidas dirigidas pelo italiano, o jovem ponta de lança do Chelsea marcou cinco golos, figurando regularmente nas listas de convocados, salvo na última, quando se recuperava de um contratempo físico.

O jogador, que faz 19 anos na próxima sexta feira, padeceu de uma rotura no músculo posterior da coxa direita ao longo do jogo entre o Chelsea e o Manchester United, no sábado passado. Com o objectivo de concretizar o sonho de participar no seu primeiro Mundial, escolheu um tratamento não cirúrgico, evitando a operação, na expectativa de se reintegrar a tempo da prova.

A convocatória definitiva para o Mundial sai em menos de um mês, a 18 de maio. O Brasil inicia a sua campanha a 13 de junho, frente a Marrocos.

Veja também - Mundial 2026: Lesão na coxa ameaça presença de Estêvão

Quais as alternativas para o lugar?

Na equipa nacional, Estêvão jogava na ala direita, a posição que mais lhe agrada, com margem para progredir pelo centro do campo. A sua inclusão no onze permitia a Raphinha actuar mais próximo do eixo central, como ocorreu no duelo com o Chile no ano anterior, ou mesmo na esquerda, onde joga no Barcelona. Ancelotti explorou esta flexibilidade num amigável ante a França, no mês findo.

Caso Estêvão não recupere, Raphinha poderá fixar se na direita. Uma alternativa para esse posto é Luiz Henrique, do Zenit, que se evidenciou nas chances concedidas e foi titular no derradeiro embate com a Croácia.

Competição pelo acesso à convocatória final

A eventual não inclusão de Estêvão, vítima de uma lesão grave na coxa, criaria uma oportunidade na lista de 26 eleitos, num departamento particularmente recheado de talentos: o sector ofensivo.

Ainda que jogue noutra posição e exiba traços diversos, Endrick, do Lyon, poderia tirar partido desta conjuntura. O dianteiro mostrou qualidades no amigável com a Croácia, ganhando terreno na disputa por uma vaga. O mesmo vale para Igor Thiago, em grande momento no Brentford e na corrida ao título de melhor marcador da Premier League.

Um outro candidato, algo mais distante, é Rayan, do Bournemouth. A seu crédito, conta o facto de alinhar na ala direita, igual a Estêvão. O antigo atleta do Vasco está sob observação de Ancelotti e obteve a sua estreia na convocatória no mês anterior.

De forma indirecta, Lucas Paquetá também poderia lucrar com a falta de Estêvão. O staff técnico da selecção avalia a hipótese de incluir mais elementos no meio campo, preferindo oito atacantes em detrimento de nove.

No que toca a Neymar, a situação não muda substancialmente. A sua presença no quarto Mundial depende sobretudo do seu desempenho e estado físico, mais do que de lugares livres. Por ora, a sua participação no torneio é vista como pouco provável.